Nepal e Butão

Hoje quero muito partilhar convosco a minha experiência, sobre a última viagem que fiz recentemente ao Nepal e ao Butão.

Dois pequenos países que se situam entre a Índia, o Bangladesh e o Tibete.

Sem querer maçar-vos muito sobre a geografia de ambos, pois não é sobre este tema que vos quero falar, é muito interessante saber que apesar de serem países vizinhos são entre si tão diferentes!

Nepal, considerado um país pobre (este indicador, para mim é sempre relativo, pois nunca vi ninguém a passar fome ou a pedir dinheiro nas ruas!) tem uma das maiores densidades populacionais, com cerca de 184 habitantes por km2 e uma população aproximada de 30 milhões! Em todo o lado se vê pessoas !

Têm uma natureza linda e são um povo muito hospitaleiro.. Curioso também, é que sendo o Nepal o país natal de Buda, apenas 10% da população é budista, sendo a restante seguidora do hinduísmo.

Butão, assim chamado por significar no dialeto local de “terra do Dragão“, é um país bem mais pequenino, com cerca de 800.000 habitantes, onde tudo é tão diferente do que estamos habituados a ver!

As casas são lindas, verdadeiras obras de arte, feitas de bambú, barro e madeira, pintadas e decoradas à mão com flores, mandalas, dragões… as pessoas preferem vestir no seu dia a dia o traje tradicional butanês, os homens vestem com o Ghô (um género de kimono/vestido) e as mulheres usam a Kira (saia comprida e jaqueta)…e por todo o lado podemos admirar fotos da família Real, com um ar de felicidade desenhado na cara!

E querendo chegar ao verdadeiro tema da minha partilha, fiquem a saber que o Butão, juntamente com a Tailândia, são considerados os últimos reinos budistas do mundo inteiro.

É mesmo sobre o budismo que vos queria falar…

Não sou budista, nem sigo nenhuma filosofia ou religião específica na minha vida, mas confesso que sinto uma grande curiosidade sobre esta forma de ver e estar no mundo! E por isso, esta foi sem dúvida uma grande viagem de enriquecimento espiritual.

De facto, a espiritualidade nestes dois países está em todas as coisas!

Muitos são os lugares sagrados, templos e mosteiros sumptuosamente decorados, onde a qualquer hora, podemos meditar e praticar o culto do agradecimento. Locais místicos, repletos de deuses sob a forma de lindas estátuas, locais envolvidos pelos cânticos de mantras e pelos cheiros intensos dos incensos e das velas acesas, despertam em nós uma sensação de calma e paz interior.

Aprendi que ser budista não é o mesmo que seguir uma religião, como ser cristão ou hindu ou muçulmano.

Buda é o estado de todos aqueles que chegam à realização plena, é um caminho e um despertar interior!  Todos os seres vivos têm em si este potencial de se tornarem Buda.

É o sabermos olhar para dentro de nós e alargarmos o nosso espaço a uma consciência mais aberta a tudo o que nos rodeia. Ensina-nos a respeitar todas as formas de vida existentes no planeta e a abandonar o sentimento Egocêntrico de acharmos que somos a espécie mais importante de todas as espécies.

Foi, sem dúvida, uma viagem diferente, onde os dias pareciam semanas de tão intensos que foram!

E muito há mais para ler, estudar e desfrutar sobre esta linda e pacífica filosofia de vida, porque afinal de contas todos temos o mesmo propósito na vida, o de sermos felizes todos os dias!

Sejam felizes 🌼

Yoga Sandra Rosa
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